A IDEOLOGIA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Os meios de comunicação são na atualidade um dos maiores veículos de transmissão e imposição da ideologia dominante: em cores, ao vivo e com som! São várias as formas usadas pêlos meios de comunicação para impor a ideologia dominante (burguesa e capitalista). Vejamos algumas:
a) a ideologia do consumismo - o capitalismo tem o poder de transformar tudo em mercadoria: o "dia das mães", "dos pais", "dos namorados", "da criança", etc. A cada festa, mais lucro para o capitalista ... mais pobreza, porém, para a consciência de boa parte dos consumidores, que já perdeu a capacidade de tomar uma atitude de crítica diante do fato de dar e receber presentes. O importante é ter e não ser. O amor e a amizade são traduzidos pelo ter, pelo possuir, pelo presentear, muitas vê zes esquecendo o Verdadeiro significado do amor e da amizade. A ideologia do consumismo mostra as condições do "homem moderno", do "jovem pra frente", do "status". Quantas pessoas compram coisas que nunca irão usar. Compram porque foram induzidas, forçadas pela propaganda. Muitas vezes a propaganda amortece a capacidade crítica do indivíduo, transformando-o num robô consumista. Quantas propagandas são enganosas porque não dizem realmente a verdade sobre o produto apresentado. Outras são imorais - não porque apelam para o nu - mas porque apelam para a mentira, para a chantagem emocional, para a destruição dos valores morais ou sociais. Paremos diante da televisão ou diante dos anúncios de revistas e jornais e analisemos as propagandas com atitude crítica... Veremos quanta mentira, quanta ilusão, quantas "meias-verdades"!
b) a ideologia da moda - também uma característica do capitalismo, que, precisando a cada instante do lucro, busca na moda uma imposição dos seus padrões. A moda do verão, do inverno, do outono, da primavera, do natal, da praia, do brinquedo, do esporte, da decoração... e, assim, explora-se duplamente o trabalhador: pagando-lhe um salário de miséria e sugando-lhe este pouco salário através do con-sumismo e da moda.
c) a ideologia imperialista - isto é, a ideologia das multinacionais e das superpotências, manifesta e expressa nos "enlatados" (filmes) e "shows fantásticos" que mostram o modo de vida das nações ditas desenvolvidas. É como que uma ordem que diz: "Oh! lá eles fazem assim. Isso é o moderno. Esse é o padrão de um povo desenvolvido! É fantástico!". Eles são desenvolvidos... nós... precisamos chegar lá!
Deste modo, mantém-se em nós (e nos outros povos) a noção de inferioridade.
d) a ideologia da segregação - que se manifesta no racismo, na condição de inferioridade da mulher ou do pobre e, por conseguinte, na exaltação da riqueza, da força do homem, no elogio ao esperto, na superioridade do homem estudado, etc. Observe como são os cenários das novelas: que belos apartamentos, que belas salas, que ricas modas. No fundo, a ideologia faz com que o trabalhador, que produz quase tudo que aparece na TV e que não pode possuir esses bens, se console em vê-los ... E, se possível, em cores!
Os meios de comunicação são na atualidade um dos maiores veículos de transmissão e imposição da ideologia dominante: em cores, ao vivo e com som! São várias as formas usadas pêlos meios de comunicação para impor a ideologia dominante (burguesa e capitalista). Vejamos algumas:
a) a ideologia do consumismo - o capitalismo tem o poder de transformar tudo em mercadoria: o "dia das mães", "dos pais", "dos namorados", "da criança", etc. A cada festa, mais lucro para o capitalista ... mais pobreza, porém, para a consciência de boa parte dos consumidores, que já perdeu a capacidade de tomar uma atitude de crítica diante do fato de dar e receber presentes. O importante é ter e não ser. O amor e a amizade são traduzidos pelo ter, pelo possuir, pelo presentear, muitas vê zes esquecendo o Verdadeiro significado do amor e da amizade. A ideologia do consumismo mostra as condições do "homem moderno", do "jovem pra frente", do "status". Quantas pessoas compram coisas que nunca irão usar. Compram porque foram induzidas, forçadas pela propaganda. Muitas vezes a propaganda amortece a capacidade crítica do indivíduo, transformando-o num robô consumista. Quantas propagandas são enganosas porque não dizem realmente a verdade sobre o produto apresentado. Outras são imorais - não porque apelam para o nu - mas porque apelam para a mentira, para a chantagem emocional, para a destruição dos valores morais ou sociais. Paremos diante da televisão ou diante dos anúncios de revistas e jornais e analisemos as propagandas com atitude crítica... Veremos quanta mentira, quanta ilusão, quantas "meias-verdades"!
b) a ideologia da moda - também uma característica do capitalismo, que, precisando a cada instante do lucro, busca na moda uma imposição dos seus padrões. A moda do verão, do inverno, do outono, da primavera, do natal, da praia, do brinquedo, do esporte, da decoração... e, assim, explora-se duplamente o trabalhador: pagando-lhe um salário de miséria e sugando-lhe este pouco salário através do con-sumismo e da moda.
c) a ideologia imperialista - isto é, a ideologia das multinacionais e das superpotências, manifesta e expressa nos "enlatados" (filmes) e "shows fantásticos" que mostram o modo de vida das nações ditas desenvolvidas. É como que uma ordem que diz: "Oh! lá eles fazem assim. Isso é o moderno. Esse é o padrão de um povo desenvolvido! É fantástico!". Eles são desenvolvidos... nós... precisamos chegar lá!
Deste modo, mantém-se em nós (e nos outros povos) a noção de inferioridade.
d) a ideologia da segregação - que se manifesta no racismo, na condição de inferioridade da mulher ou do pobre e, por conseguinte, na exaltação da riqueza, da força do homem, no elogio ao esperto, na superioridade do homem estudado, etc. Observe como são os cenários das novelas: que belos apartamentos, que belas salas, que ricas modas. No fundo, a ideologia faz com que o trabalhador, que produz quase tudo que aparece na TV e que não pode possuir esses bens, se console em vê-los ... E, se possível, em cores!
Ari Herculano de Souza. A ideologia. São Paulo. Ed. do Brasil, 1989, p.30
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